quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Sete semanas

O que são sete semanas pra você? São apenas 49 dias do ano? É tempo suficiente para fazer o quê? Bom, pode ser que seja tempo de curtir uma viajem, tempo para descançar dessa vida estressante e agitada, tempo de sobra, tempo de menos, mas para mim é uma vida nova que está sendo gerada.

Sete semanas, uma pequena fagulha de vida ainda, uma coisa assim tão mágica que nem pode ser comparada com alguma outra coisa. Isso porque não é uma coisa, é a coisa mais importante que existe. Raciocínio lento? Não, não estou sonhando, estou realizando um sonho! O sonho de ser pai vira finalmente realidade.

A vida costuma nos pregar surpresas, e sempre que tentamos não ser surpreendidos, falhamos. Entre estas falhas, adorável aquela em que nos deparamos com o fruto do nosso amor sendo materializado aos poucos, dia após dia, semana após semana. Esse tempo de crescimento é especial, pois são três seres que crescem juntos. Mesmo sem ver o que nos aguarda, já estamos apaixonados. Por isso pais ficam com cara de bobo, quem ama tem essa cara! E sabem o que é mais incrível? Não dá pra querer disfarçar a bobice.

E agora? O que me espera? Contar as semanas, massagens na barriga, música clássica durante a noite, não poder trocar de canal durante a novela (essa eu ainda não aceitei muito bem), reforma no novo quarto sem poder escolher a cor do papel de parede até o quarto mês... e agora? Comprar carrinho, fraldas, bebê-conforto, fraldas, roupas de gestante (acho que vou emprestar as minhas para a minha guria e pulo esta etapa), babeiro (pra mim, claro), berço, fraldas, roupinhas bonitinhas e, caso tenha me esquecido, fraldas. Nossa, como um ser tão pequeno consome tanto!?

Eu sei como, a felicidade não tem preço. Então, não importa o quanto seja gasto ou como, a satisfação de ver o olhar de tranquilidade, confiança e conforto de um filho é impagável. Nessa hora, duvido, quem alguém sustente o ditado de que homem não chora, chora sim... eu sei disso finalmente.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Brasil com cigarro

Quando vi a chamada para o novo quadro do Fantástico fiquei curioso para saber como ele foi permitido pelas grandes empresas de tabaco, tanto no Brasil quanto no mundo. Afinal de contas, estaria a gigante de comunicação se rebelando contra um dos maiores mercados de drogas permitidas pelo governo, além do álcool e da torcida do Corintians? Não consegui ver a estréia, mas graças a uma coisa chamada Youtube eu assisti ao programa inicial. Nada que já não se saiba, nada que já não seja ignorado por aqueles que fumam, nada que já não esteja no jogo da memória que é distribuído gratuitamente no verso das carteiras de cigarro.

Na semana posterior ao programa, estava eu na parada do ônibus, aguardando o meu que estava atrasado, e um senhor acendeu um cigarro contra o vento. Contra o meu vento... mudei de lado na parada. Ao meu lado um rapaz olhou que o senhor fumava e mais que prontamente puxou um cigarro do bolso e pediu para acender o dele também. Cena comum, todos já devem ter visto isso, sem que haja uma explicação para um fumante que não carregue consigo um isqueiro ou caixa de fósforos. Cigarro aceso, se sentou contra o meu vento também, sem se tocar do fato de que eu já havia trocado de lado por causa do cigarro alheio. Aliás, seus olhos só tinham um ponto fixo, a luz vermelha do cigarro. Pedi para trocar de lugar com ele, com educação, e com educação ele trocou de lugar comigo. Simples assim. Não gostar do cigarro não é motivo para não gostarmos das pessoas ou tratarmos ela com indiferença.

Não posso ir contra o vício das pessoas, o negócio é fazer como a água e desviar dos obstáculos. Não sou senhor da verdade e muito menos dou conselhos, só se pedirem e pagarem o preço de ouvir. O senhor que acendeu o cigarro veio conversar comigo, após terminar o cigarro, e pediu desculpas por não perceber que estava contra o vento e comentou sobre o programa do Drauzio. Disse que nem pensou em parar, que fuma a mais de 40 anos, que não tem mais volta. O rapaz apenas disse que é jovem, pode fumar por muito tempo e se quiser pode parar. Outro fato que os dois comentaram é que os pais fumaram por muito tempo e que seus avós fumaram até os noventa anos. Ora, se eles viveram até os noventa anos fumando, porque os jovens não podem fumar? Mas como disse, não dou conselhos e muito menos sou o senhor da verdade.

Fatos são fatos e não podem ser negados, meu pai fumou e bebeu desde os 13 anos de idade e morreu aos 60 anos devido a um câncer nos pulmões que se alastrou pelos ossos e demais órgãos. Meu pai morreu na véspera do dia dos pais. Meu pai também dizia que não havia volta e que se quisesse parar até poderia, mas acabaria preenchendo este vazio com algum outro vício.

Claro que sei a resposta da pergunta inicial. As empresas de tabaco sabem que todo e qualquer vício não pode ser largado de um domingo para o outro e que, entre todos os vícios, o do cigarro é comparável ao álcool, maconha, crack e afins que podem ser consumidos por quem tem pouco dinheiro, as massas pobres. São elas que sustentam as empresas e os traficantes de uma forma geral. Não é simples parar, ainda mais quando as pessoas não querem parar ou não estão cientes de que este é um problema cultural.   

Cada um é dono de si e deve arcar com as conseqüências de seus atos, sem esquecer que a sua liberdade acaba quando fere o direito do próximo. Pense nisso, entre uma tragada e outra.

Tiro certeiro

Mais um ministeriável se esconde embaixo da mesa. Disse que só sairia à bala! Pois bem, ao ver que apontaram o canhão para o seu castelo de areia, decidiu entrar num buraco antes que atirassem. Não são apenas os indivíduos desprovidos de estatura que possuem pernas curtas, a mentira também. E mentiras ministeriais são sempre maiores, por mais que tentem esconder os fatos.

O tapete deve ser muito grande mesmo para guardar tanta sujeira embaixo, ou melhor, tantos ministros. Talvez seja por isso que Belo Monte está sendo criada, para lavar o tapete.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A vida nas novelas


O personagem Caco Antibes do programa Sai de Baixo já dizia: "Pobre é um bicho triste." Isso é verdade em vários aspectos, principalmente para quem assiste a novela das oito que passa às 21h30min na Globo. Confesso que assisti o início desta novela e gostei, mas agora prefiro estudar enquanto minha esposa se diverte com este entretenimento das massas. Porém, mesmo estudando com o notebook no colo, coisa que não deveria ser feita, passo os olhos pela tela e então chego ao ponto que quero com esse texto.

Uma pessoa pobre ganha 50 milhões na Mega e a primeira coisa que ela faz? Aparece na TV para que todos saibam quem ela é e onde mora. Segunda coisa que essa mesma pessoa faz? Reclama por não poder deixar a grana embaixo do colchão e trás pra casa três blocos de notas de R$ 100,00 (para ajudar a pagar as contas que fez, acreditem, devem ser muitas mesmo). E a terceira? O filho mais velho se dá conta que não precisa mais trabalhar e grita alucinadamente na calçada "Eu sou rico!". Ações de pessoas tomadas pela emoção ou burrice? Não sei ao certo.

Também não sei qual é a sensação de ganhar 50 milhões, pois não costumo jogar na Mega-Sena e também não sou um ex-político que abriu uma empresa de consultoria, mas eu seguiria o bom senso com o qual fui criado. Explosão de alegria? Certo que sim, dentro de um depósito frigorífico acompanhado dos cortes ainda não distribuídos. Não apenas isso, qualquer pessoas com o mínimo de informação, que se pode adquirir com leitura de jornais e sabendo como está o mundo hoje, também pensaria melhor sobre estas ações.

Vi uma reportagem a alguns meses atrás sobre os novos milionários e como está a vida deles nos tempos atuais, quais os erros cometidos e como alguns ficaram até mais pobres do que eram antes de ganhar no jogo. A maioria vive agora com muito pouco do que ganhou, pois não soube como administrar, esbanjou, torrou, fumou e/ou cheirou. Um carro de luxo para cada parente e amigos, uma casa para cada um que vivia com ele ou perto dele, festas e mais festas regadas a bebidas caras. Gastar e gastar, afinal de contas, vem fácil e vai fácil e ainda por cima não vai junto conosco após a morte. Creio que a personagem da novela cometerá os mesmos erros dos demais, isso se nenhum outro personagem, com dinheiro e conhecimento de finanças, não se oferecer para ajudá-la.

Adorei ouvir uma frase dita pelo Sílvio Santos agora a pouco no programa Um Milhão na Mesa: "Dia de muito é véspera de nada." e assim mãe e filha perdem os R$ 360.000,00 restantes por não saberem quem é George Clooney e por nunca terem assistido Plantão Médico, mas dizem que viam Grey's Anatomy. Ninguém é obrigado a saber disso, assim como ninguém mais lembra ou sabe qual era o povo liderado por Átila. Minha esposa disse que não sabe quem era esse, e que eu sei porque vivi naquela época... isso é o que dá ser um observador da humanidade. Devia ter esquecido essa coisa de tecnologia da (des)Informação e ter me formado em Antropologia.

Em tempo: Átila, o Huno (406–453), também conhecido como Praga de Deus ou Flagelo de Deus, foi o último e mais poderoso rei dos Hunos. Governou o maior império europeu de seu tempo desde 434 até sua morte. Suas possessões se estendiam da Europa Central até o Mar Negro, e desde o Danúbio até o Báltico. Durante seu reinado foi um dos maiores inimigos dos Impérios romanos Oriental e Ocidental: invadiu duas vezes os Bálcãs, esteve a ponto de tomar a cidade de Roma e chegou a sitiar Constantinopla na segunda ocasião. Marchou através da França até chegar a Orleães, antes que o obrigassem a retroceder na batalha dos Campos Cataláunicos (Châlons-sur-Marne) e, em 452, conseguiu fazer o imperador Valentiniano III fugir de sua capital, Ravenna.


Ainda que seu império tenha morrido com ele e não tenha deixado nenhuma herança notável, tornou-se uma figura lendária da história da Europa. Em grande parte da Europa Ocidental é lembrado como o paradigma da crueldade e da rapina. Alguns historiadores, por outro lado, retrataram-no como um rei grande e nobre, e três sagas escandinavas o incluem entre seus personagens principais.
 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Éxperimenti

O que esperar de alguém que no Prêmio Multishow diz coisas absurdas como "Eu não esperava por esse prêmio.", "É uma surpresa pra mim estar aqui.", "Nossa! Que surpresa, eu na verdade..." eu penso que é porque a criatura não deveria realmente ter recebido o prêmio! Se está surpreso em ter ganho é porque não merecia, não havia qualidade e nem mesmo a vaga possibilidade de ser reconhecido como um indicado ao prêmio. Como alguém pode trabalhar pensando que jamais ganhará um prêmio ou que nem será reconhecido? Brasileiro realmente tem que chorar quando ganha alguma coisa, pois não acredita em si mesmo. Chorar no podium não é emoção, é falta de condições psicológicas e confiança.

Menos mau quando um representante do artista recebe o prêmio, pois não fala as bobagens que os seus representados falam. Melhor ainda quando o artista não aparece, pois estava com a convicção de que não iria ganhar. O que salvou o espetáculo foi o Bruno Mazeo e sua afirmação à Sandy de que sim, é possível ter prazer.

Acham que estou sendo muito rígido? Esperem até ver meu olhar sereno e meu meio sorriso ao receber a medalha de ouro... é assim que deve ser. Povo com moral, confiança, educação e respeito não precisa chorar, ele sobe no lugar mais alto e sorri, pois sabe que é lá que deveria estar. Exercite sua capacidade de ser o melhor, não espere por receber alguma coisa boa sem saber se merece.

Somos criticados durante as comemorações da Semana Farroupilha, por nosso orgulho, mas esse é um orgulho bom. Orgulho não só de ser gaúcho, mas de ser brasileiro, pelo menos os que prestam já que tem muito brasileiro que não deveria estar aqui. Não qualquer brasileiro, mas os que acreditam na força, na união e na terra. Acredito no trabalho, acredito na responsabilidade e acredito na humildade. E você? No que acredita? Vai criticar e continuar sentado no sofá vendo a banda podre passar ou vai levantar a cabeça e seguir o rumo dos fortes? 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ciências Humanas x Falando Bobagem

Nem sempre estamos preparados para responder perguntas específicas, mas a pior situação é quando necessitamos do improviso. Improvisar pode ser algo fatal para pessoas públicas, pois gera temas e esquetes para programas humorísticos. Algumas vezes o que é dito passa despercebido por muitos, mas não por todos.

Este final de semana estava vendo as reportagens ditas como "importantes" e entre elas estava o Congresso do partido atual detentor da presidência. No meio da reportagem ocorre a falha fatal, o ex-presidente diz que é cedo para julgar o mandato da atual companheira, pois são apenas 8 meses de um reinado que deve durar 8 anos. E que são apenas 10% do mandato, disse ele. Quem faz comunicação para as massas não sabe fazer contas. Desde quando 10% de 8 anos são 8 meses? Na verdade são 9 meses e 18 dias. Enfim, para conquistar as pessoas mais simples basta falar o que elas querem ouvir de forma agradável.

Outo fato ocorrido na semana foi a celebração da construção do estádio dos maloqueiros, simplesmente uma anomalia da natureza, do desporto e da política. E ainda por cima tenho de ouvir que "O Itaquerão não surgiu por causa da Copa. Foi a Copa que entrou no Itaquerão." PelamordeDeus, queria que tivessem estourado uma bombinha nos meus ouvidos para evitar ter de conviver com isso na memória. Ainda por cima querem me convencer de que será o estádio mais barato de todos, com a participação de empresários e do governo. Desde quando um estádio é barato? Desde quando em uma obra gigantesca destas não ocorrerão desvios.

Por este ponto de vista até é possível que o estádio seja barato, afinal de contas, ao desviarem a grana, só poderão comprar os materiais mais baratos do mercado...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

E será que se eu...

Duas das perguntas mais frequentemente ouvidas pelos técnicos em tecnologia da informação, vindas de pessoas leigas, são "E se eu colocar mais memória?" e "Eu uso o Essentials da Microsoft (ou o AVG, Panda e qualquer outro gratuito que tu leu no Baixaki), me disseram que é bom, não é?". Inevitavelmente elas não são as mais respondidas, pois são difíceis de explicar sem usar linguagem técnica ou comparações gráficas sem sentido até para nós. Mas nem tudo está perdido, é possível de forma eficaz responder essas duas perguntas para qualquer leigo, usando analogias simples.

Imagine que seu computador é na verdade uma cozinha, o sistema operacional é o cozinheiro, o processador é o lavador de pratos e a memória é o tamanho do balcão lateral da pia. Os processos ou programas são os garçons que trazem pratos sujos e levam os pratos quando estão limpos. Esse é o cenário ideal para explicar se adianta colocar mais memória ou comprar outro computador.

Situação 1: pia pequena, mas o lavador de pratos é um dos melhores. Os pratos chegam sujos, são colocados em pilhas no balcão e o lavador pega, lava e coloca no outro lado. O garçom que trouxe os pratos sujos pega os seus pratos limpos e entrega ao cozinheiro. Simples, mas a pia é pequena e não é possível colocar muitos pratos nela, assim sendo os garçons chegam com mais pratos, não têm onde colocar e os deixam no chão, pois precisam voltar para atender os clientes. O lavador não se abaixar para pegar pratos no chão, estes estão perdidos. Assim começam a aparecer os garçons em busca dos seus pratos e eles não estão limpos, o que eles fazem? Ficam lá, esperando por pratos que não aparecerão. Resumindo: pouca memória e um bom processador não são uma dupla perfeita, pois os programas que não recebem resposta do processador acabam travando. Neste caso memória adianta.

Situação 2: pia grande, mas o lavador é fraco. Os garçons começam a trazer os pratos e o lavador pega um por um, firmeza até o momento, mas a pilha de pratos começa a crescer e ele não dá conta de todos. Como o balcão é amplo, os pratos não se perdem no chão, mas começa a criar uma fila de garçons esperando os pratos que um dia serão entregues. O lavador está começando a cansar e os pratos demoram a ser entregues até o ponto em que o cozinheiro não cozinha mais por falta de pratos. Os clientes terão de esperar até que os pratos comecem a chegar ao cozinheiro, que está ocioso. Resumindo: não adianta colocar memória num computador obsoleto, vá comprar um mais moderno. Essa coisa de comprar um processador melhor também é furada, pois atualmente os processadores só funcionam em determinadas placas, ou seja, não devem funcionar na sua.

Situação 3: pia pequena e lavador mais do que cansado... Vai lá, passa na loja e escolhe um melhor em 12x sem juros.

E sobre o antivírus? Sinceramente, tu realmente possuis alguma informação de valor no teu computador? Se a resposta é sim, compra um antivírus de verdade ou muda de sistema operacional. Cada um tem sua preferencia, é que nem time de futebol, tu só saberá que ele não presta quando perder tudo.