quinta-feira, 29 de outubro de 2009

No país do Futebol

Não senhores, não é sobre futebol que vou comentar, mas sobre a falta de capacidade de um povo de aproveitar os recursos que possui, ou ainda, de se posicionar em busca de melhorias.

Ontem assisti em um telejornal uma reportagem sobre um Santo (não vou mencionar o nome do santo por motivos legais) e a imensa multidão que vai à igreja cultuar o dia sagrado. Bonita essa fé que o povo tem, afinal de contas a fé move montanhas e mantém o espírito alimentado. A Fé é um dos três poderes que podem dominar um povo, ao lado da Política e da Guerra.

No entanto, entre tantas pessoas, entrevistam justamente um cidadão que foi pedir por seu time de futebol... e ainda alegou que o tal escapou da segunda divisão graças ao Santo. Se eu fosse o padre tiraria o cara a chibatadas do lugar, por profanar um local tão sagrado com um motivo tão banal, fútil, inútil. De onde surgem pessoas com a mentalidade tão pequena e egoísta? Senhor, meu Senhor, acredito que isso é bom para levar as pessoas à igreja, mas também creio que isso eleva o vazio existente nas mesmas mentes.

Não muito distante disso um menino se escondeu debaixo de um ônibus para pedir por seus pais para uma Santa, isso sim acredito ser um motivo de verdade. Por querer o bem da família? Não apenas por isso, mas pelo fato de uma criança pedir algo tão importante para todos nós, uma base sólida para o futuro, a Família.

Pare, olhe e escute não é apenas o que a Cruz de Santo André menciona, mas algo para fazer durante nossa longa estrada da vida.

Estou pouco me lixando para o timinho daquele cara.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Oportunidades

Elas sempre aparecem, mas nem sempre conseguimos identificar quando acontece. Se identificamos ficamos na dúvida se aproveitamos ou deixamos para uma outra vez, essa é com certeza a pior das incertezas.

De que nos adianta saber que existe uma oportunidade se ficamos na dúvida de aproveitá-la ou esperar que algo melhor aconteça? Eu não sei a resposta, por isso algumas vezes deixei de lado todo aquele medo e parti pra cima da tal oportunidade. Como resultado tive variações entre ótimo e péssimo...

Hoje estou casado porque aproveitei uma oportunidade única e conquistei a mulher da minha vida (definitivamente, assim creio). Como eu sei que era única esta oportunidade? Não sei, apenas senti. Em conpensação no lado profissional é difícil estar completamente satisfeito com as oportunidades que apareceram. Já passei pela fase do "vou esperar algo melhor" e ela nunca apareceu, da mesma forma estive do lado do "vou pegar essa mesmo" e outras surgiram.

Não há um cálculo exato, simpatia ou sinal que te indique quando deve aceitar o que surge ou o que vai acontecer se rejeitar, simplesmente confie no seu feeling. Claro que seu feeling estiver desorientado tudo vai depender pura e simplesmente de sorte. Vale lembrar que se sorte fosse um fator constante então não existiriam jogos de azar.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Trabalhando pelo sociável

A vantagem de viajens de negócio é o fato de ter novas experiências (não no sentido físico) e ganhar mais conhecimento, ou seja, criar o que nós chamamos de network. Óbvio que uma network é o que faço nas empresas para as quais trabalho (agora sim fisicamente falando), mas no âmbito profisssional também quer dizer contatos e novas oportunidades, isso nem sempre eu faço. Talvez eu devesse ser mais sociável, só não sei como.

Ser sociável não é uma das minhas maiores qualidades, mas ser anti-social também não é um dos meus defeitos. Até os dias de hoje trabalhei com muitas pessoas diferentes e todas me mostraram coisas boas e coisas ruins, só que o que mais se acentua é o lado pouco sociável de alguns. Eu confesso que já estive do outro lado do muro, escondido em uma cara fechada e de poucas palavras, mas hoje sei que isso não é vantagem nenhuma. Na verdade o fato de alguém se tornar anti-social é por medo de ser desvendado... isso mesmo, medo de que saibam que atrás daquela cara fechada tem alguém que possui medo e outras deficiências (sejam físicas ou não).

O problema de ser anti-social é que as pessoas não só se afastam de nós como também começam a falar mal e muitas vezes com razão. Antes que comecem a falar de mim também decidi mudar. Espero que mais gente mude... logo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Promessas, são só promessas

Cada empresa onde trabalhei teve uma característica marcante no ponto de vista operacional. Achei que a mais complexa de todas era uma empresa de comunicação, onde o que menos existia entre os setores era essa tal de comunicação. Depois de um tempo vendo essa situação tentei me enganar com a hipótese de que todos os esforços das equipes estavam voltados para o produto final, a tal da "comunicação", e por isso não poderiam gastar este produto tão valioso internamente. Não é bem assim que a coisa deveria ser. Comunicação é fundamental.

Apenas chei que fosse aquela, mas o que me impressiona mesmo é em outra empresa que possui o que chamamos de soluções corporativas. A promessa não é de que seus problemas acabaram, mas chega perto. O que se promete é realizado com o cliente, isso é um fato, mas novamente não há como cumprir as promessas do lado de dentro da equipe. Será mesmo que promessas foram feitas para serem quebradas? Será que nossos políticos que tanto fizeram finalmente conseguiram impor sua vontade dentro das empresas? Afinal de contas é muito simples prometer e deixar de cumprir. Muitas foram as promessas que ouvi e de tantas que foram simplesmente deixei de levar a sério o que me prometem.

Nossas vidas são cheias de promessas, mas a resposta que temos nem sempre é o acerto final de contas, mas uma postergação indefinida que nos deixa cada vez mais longe do outro lado que acabamos seguindo por outras pontes para atravessar este penhasco. E quando vamos embora o que podemos fazer é simplesmente prometer a nós mesmos: "Não vou mais me deixar levar por promessas".

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O mundo gira, vacilão roda!

Pois é, mais uma vez retorno ao ponto de partida. Não é ruim, pois quando penso nisso lembro que retornando corrigimos erros e nos preparamos para novos horizontes.

Antes de mais nada quero dizer que detesto termos como "novos desafios" e outros termos de efeito utilizados por profissionais de RH, fiquei traumatizado por causa de uma ex-coordenadora que tive e que adorava usar termos assim, como se fosse uma pessoa especial. O pior é que ela disse em reunião algumas vezes a expressão "um plus a mais" e isso me fez abrir os olhos. Sim, eu estava dormindo, mas quando ela falou aquilo tive de me manter acordado.

O importante é seguir em frente e cada vez melhor. Uma coisa é voltar e fazer de novo, outra é fazer melhor. Isso eu pretendo fazer e não apenas profissionalmente, quero estar preparado para receber melhor as críticas e as pessoas com as quais convivo (assim espero...).

terça-feira, 29 de abril de 2008

Tal como uma rocha

Nada melhor do que não ter coração, pois os sentimentos de despedida são tão simples de explicar como um pulo nas águas geladas onde afundou o Titanic, principalmente com o tal iceberg que estava lá olhado tudo como se não fosse culpa dele.
Neste ponto imagino quem é o Titanic, quem é o iceberg e quem são as pessoas na água... e não posso esquecer que além de pessoas na água há pessoas no barco que está afundando e ainda não decidiram se pulam ou se esperam mais um pouco. Pessoas que apenas prolongam o sofrimento, já que se despedem dos que pularam e não haverá ninguém para se despedir delas.

Qual dos elementos eu sou? Realmente gostaria de ser apenas a rocha, no fundo do oceano. Elemento este que não está no contexto do destino, está acostumado ao peso do mar, ao frio e à solidão. Passa o tempo a ver embarcações indo e vindo, encontros e desencontros entre icebergs e grandes navios que se achavam onipotentes, corpos sem vida e que muitas vezes já estavam mortos mesmo em vida, bastava alguém para lhes dizer a verdade. Uma rocha não tem vida, mas de que adianta ter se não poderia aproveitar a vida que tem.
Longa vida ao oceano! E longa vida é o que precisamos, mas apenas se formos seguir em frente sem desanimar com o destino que nos reserva tantas surpresas.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

E o que nos espera?

Não é de hoje que me pergunto o que seria de nós sem a surpresa, sem a expectativa e principalmente sem a ansiedade de que alguma coisa deve ou vai acontecer. Não quero nem mesmo imaginar o que faríamos sem que houvesse a necessidade de mudar, de adaptar-se a novos conceitos e realidades. Em um filme que assisti houve o conceito de que a nossa vida pode ser um Carrossel ou uma Montanha Russa, não lembro o nome, mas sei que era com o Steve Martin. Era uma comédia... mas esta parte séria me deixou por alguns instantes pensando como é a minha e se é necessário mudar o modo como ela está. Ficar no lugar confortável ou mudar o nível para uma intensa turbulência de acontecimentos inesperados.

Seria interessante que nossa vida fosse um parque de diversões completo, com Trem Fantasma, Carro-Choque, Tiro-ao-Alvo, Chapéu Mexicano e todos aqueles brinquedos que nos deixam com vontade de comprar um passaporte para a semana ou pensar se comemos antes ou depois de entrar. Na verdade alguns têm essa vida de aventura, mas isso não é para todos, com certeza não é. Atualmente estou andando em uma daquelas Montanhas Paraguaias. Ela tem alguns solavancos, subidas de 45°, descidas modestas que não chegam a meter medo, mas me deixam com a sensação de que alguma coisa está faltando. Não sei dizer o quê, talvez um loop ou algumas dezenas de metros a mais de altura. Quem sabe aumento de velocidade e mais pista. Ou quem sabe é o meu ponto de vista que está atrapalhando e preciso mudar de lugar?

Mudar de lugar às vezes ajuda mais do que mudar o lugar. Ou você se adapta ao ambiente ou procura outro que seja mais compatível.